
O presidente Jair Bolsonaro desembarcou às 13h30 em Foz do Iguaçu (PR) para lançar, juntamente com o presidente do Paraguai, Mário Abdo Benitez, a pedra fundamental da segunda ponte da integração, ligando os dois países. O presidente brasileiro chegou na companhia do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Havia expectativa de que ele falasse com a imprensa ao fim do evento. Informação do Estadão.
A cerimônia acontecia junto ao Marco da Tríplice Fronteira
(Brasil, Paraguai e Argentina), com as presenças de autoridades locais e do
diretor-geral da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna. Bolsonaro e
Benitez se encontram pela segunda vez este ano – a primeira foi em 26 de
fevereiro, na posse do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim
Silva e Luna, que participa da solenidade.
A ponte ligando Foz de Iguaçu, no Brasil, a Presidente
Franco, no país vizinho, vai custar R$ 456 milhões. Foi assinado documento
garantindo repasses de recursos da Itaipu Binacional para custear o projeto
desenvolvido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit).
O valor inclui a estrutura da obra, desapropriações e a
construção de uma perimetral do lado brasileiro ligando a ponte à BR-277, que
retira da área urbana de Foz do Iguaçu o tráfego de caminhões de carga. A
Advocacia Geral da União deu aval à forma de financiamento da obra, que fica
pronta em três anos. O projeto é chamado de segunda ponte em referência à já
existente ponte internacional Tancredo Neves, mais conhecida como Ponte da
Amizade, ligando a área central de Foz à paraguaia Cuidad del Este.
A construção da nova ponte já foi anunciada pelos
ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em seus respectivos
governos, mas não saiu do papel por falta de verba. O diretor-geral de Itaipu
já disse publicamente que o financiamento da ponte não afetará a política de
preços de energia da usina. Segundo ele, o remanejamento de convênios e
patrocínios que não têm a ver com a missão da empresa garantem parte dos
recursos para obra.
Em Foz do Iguaçu, a segunda ponte é reivindicada há 30 anos.
A atual está congestionada devido ao tráfego intenso de veículos, mercadorias e
pessoas naquela que é considerada a fronteira mais movimentada do Brasil.
Carros e caminhões chegam a levar três horas na travessia para Ciudad del Este.
A nova ponte será conectada à Aduana da Argentina, favorecendo a integração
também com esse país.