O mandato de deputado federal do Paraná Deltan Dallagnol (Podemos) foi cassado por unanimidade no julgamento desta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cabe recurso da decisão.
O ministro relator Benedito Gonçalves acolheu ao recurso da Federação Brasil Esperança no Paraná, formada pelos partidos PT, PCdoB e PV, para indeferir registro de candidatura de Deltan.
Os quase 350 mil votos conquistados por Deltan nas urnas ficarão com a legenda. Mas, como o ex-secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, fez pouco mais de 11 mil votos e não alcançou o quociente eleitoral, quem vai assumir a cadeira de Deltam, caso a decisão seja mantida, é Itamar Paim, do PL, que fez 47.052 votos.
O ministro do TSE entendeu que Deltan pediu exoneração do cargo de Procurador do Ministério Público Federal (MPF) para burlar a lei da Ficha Limpa, na alínea q, que diz textualmente: “os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de 8 (oito) anos”.
O senador do Paraná e ex-juiz federal Sergio Moro, que julgou os processos da Lava Jato na 1° instância, se manifestou numa rede social sobre o julgamento do TSE que cassou o mandato do amigo Deltan Dallagnol.
“É com muita tristeza que recebo a informação da cassação do mandato de deputado federal do Deltan Dallagnol. Estou estarrecido por ver fora do Parlamento uma voz honesta na política que sempre esteve em busca de melhorias para o povo brasileiro. Perde a política. Minha solidariedade aos eleitores do Paraná e aos cidadãos do Brasi”, disse Moro.